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Patrono

Publicado: Segunda, 13 de Julho de 2015, 17h49 | Última atualização em Terça, 17 de Abril de 2018, 23h29 | Acessos: 2288

General Xavier Curado

 

Vida

Filho de José Gomes Curado e de Maria Cerqueira d'Assunção.

Nascido em Meia Ponte, hoje Pirenópolis, numa família tradicional, órfão de pai, partiu ainda adolescente para o Rio de Janeiro e assentou praça no exército como soldado nobre, em 1764.

 

Carreira

Em 1774, depois de receber a patente de alferes, marchou com o exército expedicionário para o Rio Grande do Sul, com a finalidade de expulsar os espanhóis que ocupavam parte do território.

Terminada a campanha do sul, foi designado para defender os habitantes entre as capitanias de São Paulo e Minas Gerais, que sofriam com índios que saqueavam fazendas, e conseguiu restabelecer a paz na região.

Pelos bons serviços prestados, o vice-rei o louvou e agradeceu, em relatório de 20 de agosto de 1789, graduando-o no posto de tenente-coronel de infantaria, para depois o designar em uma missão especial junto à corte de Lisboa, porém seu navio foi aprisionado em alto-mar por corsários franceses e Xavier Curado obrigado a decorar e destruir os documentos que carregava. Preso numa masmorra na região da Biscaia, conseguiu fugir e chegar meses depois a Lisboa, onde cumpriu finalmente sua missão. De volta ao Brasil, foi promovido ao posto de coronel e nomeado governador da capitania de Santa Catarina, de 8 de dezembro de 1800 a 5 de julho de 1805.

Ainda em 1805, Xavier Curado retornou ao Rio de Janeiro e solicitou sua reforma do exército, que lhe foi negada pelo vice-rei Marcos de Noronha, conde dos Arcos, que o promoveu a brigadeiro, em 2 de junho de 1806.

Em 13 de maio de 1808 foi graduado no posto de marechal-de-campo e dois anos depois partiu para o Rio Grande do Sul, à disposição do general Diogo de Sousa, conde do Rio Pardo, governador local, que recebera a ordem de invadir o Uruguai. Formaram-se então duas colunas invasoras, uma comandada pelo general Marques de Sousa e a outra por Xavier Curado, ambas vitoriosas, e o sucesso lhe rendeu promoção ao posto de tenente-general, em 13 de maio de 1813.

Entre os anos de 1815 a 1820 participou da Guerra contra Artigas, militar uruguaio que entrou em guerra contra o exército luso-brasileiro que invadira a Banda Oriental. Na batalha de Catalán, em 1817, Xavier Curado foi agraciado com a comenda da Torre e Espada, pelos atos de bravura no posto de 2º comandante do exército.

Como o Marquês de Alegrete, comandante supremo do Exército no sul, afastara-se da luta, assumiu o comando e estabeleceu seu quartel nas imediações do Passo-do-Lageado, onde lhe chegou às mãos o diploma de comendador da Torre e Espada, Lealdade e Mérito, conferido por D. João VI.

Retornando ao Rio de Janeiro, conseguiu organizar uma tropa de seis mil soldados e assim expulsar o general Jorge de Avilez Zuzarte de Sousa Tavares, comandante das tropas portuguesas, dando sustentação ao Dia do Fico, sendo por isso agraciado, das mãos de D. Pedro I, com os títulos de barão com grandeza e conde de São João das Duas Barras, em 20 de outubro de 1825 e 7 de setembro de 1826.

Foi comendador da Imperial Ordem de São Bento de Avis.

Foi o representante de Santa Catarina no Conselho dos Procuradores das Províncias, de 3 de julho de 1822 a 20 de outubro de 1823.1

Em 2006 o deputado Leandro Vilela, do PMDB de Goiás, apresentou Projeto de Lei nº 6.917/06, para inscrever o nome do general Xavier Curado no Livro dos Heróis da Pátria, projeto que ainda encontra-se em tramitação.

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